• Tais Targa

Procurando vagas de emprego pela internet: manual de sobrevivência


Hoje em dia, a forma mais utilizada para procurar emprego é a internet. Claro que o famoso Q.I. (Quem Indica) ainda tem muito peso, mas o primeiro passo para começar a trabalhar sua recolocação é fazer um bom Currículo e se jogar na web. Há uma série de sites nos quais vale muito a pena fazer o cadastro. Não me refiro apenas aos sites de consultorias de RH e bancos de Currículos, mas também aos das próprias empresas. Muita gente olha com desconfiança para os links “Trabalhe Conosco” que geralmente as empresas têm, porém posso dizer que o RH sempre consulta o seu banco de talentos.

Quando for cadastrar seu CV, pergunte a si mesmo: em qual empresa gostaria de trabalhar e que tem a ver comigo? Pense em termos de filosofia de vida, aderência de valores, segmento de atuação e porte da empresa. Fica mais fácil chamar a atenção em empresas nas quais sua experiência pode ser facilmente transferida. Por exemplo, se você sempre trabalhou em empresas multinacionais de grande porte e no segmento automotivo, é muito mais fácil chamar a atenção em empresas também multinacionais, de um porte maior e cujo segmento tenha similaridade ao que você atuou anteriormente. Não adianta sair distribuindo o seu CV para microempresas do segmento de serviços, por exemplo. Para fazer este tipo de transição, daí sim você precisará do famoso Q.I. (rs).

Então, reforço: cadastre seu currículo em organizações que possuam postos de trabalho nos quais você se enquadre. Considere para isso a sua experiência profissional e busque empresas de segmentos ou serviços similares aos que você já atuou e onde você não precise de muito treinamento para começar a gerar resultado. Se você é um profissional da área Comercial, por exemplo, busque empresas onde pode facilmente transferir sua carteira de clientes. Se você sempre atuou com B2B busque empresas B2B (a mesma coisa vale para B2C). Não estou dizendo que você não pode mudar de ramo ou de porte de empresa, mas te digo que fica muito mais fácil chamar a atenção quando sua experiência anterior tem similaridades com a empresa para qual está se candidatando. Espero que no futuro isto mude, pois sei que nosso potencial é ilimitado e o que vale mesmo é o perfil comportamental. Mas minha missão neste artigo é te contar o que acontece como prática de mercado pela maioria das empresas.

Mais uma dica para você: para chegar ao cadastro, vá ao site da empresa e procure a opção “trabalhe conosco”. Ali você encontrará orientações para deixar o seu CV. Acredite, pode sim dar certo fazer este cadastro.

Eu já conversei com profissionais de RH que me disseram que o primeiro lugar onde vão olhar quando estão em busca de um profissional é no banco de dados interno da empresa. Eles consideram que quem está no banco já tem interesse na vaga e muitas vezes tem também o perfil desejado.

Eles até reclamam que é comum não terem volume de CVs nos bancos. Por isso eu te aconselho, faça o cadastro! Pode ser que a oportunidade dos seus sonhos surja daí.

Depois de fazer os cadastros nos sites das empresas, busque cadastrar seu currículo nas páginas das grandes empresas de recrutamento. Digite algo como “vagas de emprego” no Google e ele certamente vai te sugerir dezenas de consultorias onde você poderá realizar seu cadastro.

Eu também sugiro fazer uma busca mais específica por cidade. Por exemplo, suponhamos que você queira se recolocar em Campinas. Então digite no site de busca “headhunter Campinas”, “consultorias de RH em Campinas”, “recrutamento e seleção Campinas”, “empresas que estão contratando em Campinas”, entre tantas outras possibilidades.

Para melhorar ainda mais a sua busca, tenho uma dica: use filtros. Filtre, por exemplo, informações das duas últimas semanas ou do último mês. Assim não verá notícias antigas.

O segredo é não ficar parado. Se por acaso você fala inglês, procure anúncios também neste idioma. Mas tenha em mente que se o anúncio está em inglês, é necessário que você domine esta língua para se candidatar.

Outro dia recebi uma dúvida sobre isso e aproveito para responder agora. A pessoa me perguntou se é obrigatório envio do currículo também em inglês, caso o anúncio esteja neste idioma.

Minha resposta é que não e sim, rs. Se o anúncio não solicita o envio do currículo em inglês, não é obrigatório. Mas seria interessante você enviar duas versões do seu CV, uma em português e a outra em inglês.

Isso é bom porque, apesar de você necessitar ter fluência no idioma para ocupar a vaga, não necessariamente a pessoa que receberá o seu CV (um assistente ou estagiário, por exemplo) domina esta língua estrangeira.

E não se esqueça: tenha sempre foco na solução e não no problema. Não desanime: você verá que em algum momento terá resultados. O mercado vem numa onda de recuperação. 2018 está muito melhor do que 2017. As vagas estão aparecendo. Siga investindo em você cada vez mais!


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